ELETROTERAPIA

A electroterapia é uma nova técnica de Engenharia Biomédica que pode ser usada como electroquimioterapia, erradicação de tumores, ou electromanipulação intracelular respectivamente. A base biológica da electroquimioterapia é a combinação de reversão da membrana por electroincorporação, causada por um impulso eléctrico de microsegundos de fraca intensidade, em conjunto com uma melhor absorção de substâncias, como bleomycin e cisplatin pela sua citotoxicidade .

Por outro lado, electroincorporação irreversível da membrana, sendo diferente de electroquimioterapia, é induzida por impulsos eléctricos de microssegundos de intensa energia e pode ser usada a sós, para implementar erradicação de tumores directamente, sem quaisquer drogas citotóxicas.

Uma outra técnica denominada impulsos eléctricos por nanossegundos, diminuem o seu efeito na membrana plasmática e impõe uma força eléctrica em múltiplas estruturas subcelulares, conhecidas como electromanipulação intracelular e podem ser usados no tratamento de cancro, terapia genética ou cicatrização de ferimento. Por conseguinte, o campo eléctrico possui parâmetros que relacionam diferentes efeitos biofísicos. Contudo, considerando o melhor do nosso conhecimento, poucos investigadores têm envolvido qualquer tipo de informação à cerca dos efeitos biofísicos em respeito à aplicação de durações combinadas de impulsos eléctricos de  microssegundos e nanossegundos no tratamento de cancro.

História

Há mais de 100 anos que o nosso corpo, e particularmente a dor têm uma estreita relação com a electricidade como modo terapêutico. Na verdade desde 2750 a.C. que se utilizam peixes eléctricos como geradores de impulsos com o objectivo de actuarem como analgésico.

Actualmente este ramo é denominado Electroterapia e para além de reduzir a dor, pode também estimular contracções musculares assim como a produção físico-química. É uma terapia que não necessita de medicação, não é invasiva nem aditiva, mas que continua a gerar controvérsia.

Esta terapia é aplicada nos nervos ou músculos através de adesivos transcutâneos, potenciados por baterias (alguns potenciados por uma fonte externa). São aplicadas ondas energéticas de um específico espectro electromagnético, que produz a desejada resposta fisiológica e química.

Objetivos

Electroterapia tem como objectivo reduzir dores agudas ou crónicas reduzindo edemas e aumentando a corrente sanguínea (circulação), pode ainda com determinadas frequências, forçar a repolarização do Potencial de Membrana.   

Reduz o edema, pois permite que mais sangue aflua às áreas em necessidade, permitindo um aumento de circulação nessa zona, que por sua vez, vai permitir uma maior afluência de O2, nutrientes e células curativas para se dar então início ao processo de reparação do tecido danificado.

No que toca à dor, no nosso corpo existe um grande número de células e canais nervosos, que permitem ao cérebro mandar sinais para o corpo e vice-versa. Os estímulos eléctricos com determinadas frequências e amplitudes produzidos pela Electroterapia trabalham no sentido de interromper a passagem deste sinal e impedindo assim, a sensação de dor, e de recuperar o tecido lesado.

Efeitos secundários

Os efeitos secundários são raros podendo ser apresentadas irritações cutâneas na área de aplicação dos eléctrodos, ou dor passageira devido a descargas. 

Principais terapias

A Estimulação Transcutânea Eléctrica Nervosa(TENS), a Corrente Interferencial (IFC), o Varrimento de Frequências de Baixa Amplitude (VFBA) a Estimulação Galvânica (GS), apresentam-se como as principais “terapias” da Electroterapia.